A CONCISÃO MELHORA A CLAREZA EM MANUSCRITOS CIENTÍFICOS
DOI:
https://doi.org/10.69719/roi.v10.891Palavras-chave:
Escrita científica, Clareza, ConcisãoResumo
Os autores acadêmicos buscam escrever com clareza e concisão. Porém, tais características são típicas dos manuscritos redigidos por autores experientes. Diferentemente, os manuscritos de iniciantes são mais longos e menos claros que o necessário para aceitação em revistas científicas exigentes. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da redação em manuscritos originais com base na concisão obtida após edição do texto. Foram usados dois tipos de amostras: manuscritos a serem submetidos em português e artigos publicados em inglês e português. A amostra de artigos foi usada como referência para qualidade da redação. Os manuscritos foram revisados para correção de erros e editados para melhorar a concisão e a clareza do texto. Os autores revisaram esses manuscritos e devolveram a versão final aceita. Cada manuscrito foi analisado quanto ao número de palavras no texto após a revisão e edição. Um índice de concisão (IC) foi definido para avaliar o grau de concisão dos manuscritos revisados e editados em relação aos manuscritos originais. Nesta amostra (n=55), os manuscritos foram avaliados quanto ao IC. Três casos típicos foram identificados. Observou-se redução no número de palavras após edição em 54 (98,2%) dos manuscritos desta amostra, embora com necessidades distintas. O índice de concisão (IC) pode ajudar orientadores e jovens autores a monitorar a qualidade da redação de seus manuscritos. Com base em nossa referência de qualidade da redação, frases longas não devem exceder 2-4 linhas do manuscrito.
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