SUPLEMENTAÇÃO COM D-MANOSE REDUZ BACTEREMIA E INFLAMAÇÃO MAIS EFETIVA QUE TRATAMENTO AGUDO EM SEPSE EXPERIMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.69719/ros.v8.860Palavras-chave:
sindrome da resposta inflamatória sistêmica;, Monossacarídeo , translocação bacteriana , suplementaçãoResumo
A sepse é uma síndrome clínica complexa caracterizada por resposta inflamatória desregulada frente a infecção, frequentemente associada à disfunção de barreiras epiteliais e elevada mortalidade. Apesar dos avanços na terapêutica intensiva, ainda não existem fármacos específicos capazes de modular de forma eficaz a resposta inflamatória séptica, o que justifica a busca por novas alternativas farmacológicas adjuvantes ao tratamento convencional. Assim, este estudo investigou os efeitos da suplementação e do tratamento agudo com D-manose, um monossacarídeo de origem natural com propriedades imunomoduladoras, sobre a resposta inflamatória e a carga bacteriana em modelo experimental de sepse induzida por ligação-perfuração cecal (LPC). Ratas Wistar foram divididas em quatro grupos: controle, sepse, sepse com tratamento agudo com D-manose e sepse com suplementação profilática com D-manose. Avaliaram-se parâmetros de colonização bacteriana e contagem totais de leucócitos local e sistemicamente. O modelo de LPC promoveu aumento significativo da carga bacteriana e do recrutamento leucocitário, tanto local quanto sistêmico. A administração de D-manose, especialmente na forma de suplementação, reduziu significativamente a bacteremia e o recrutamento de leucócitos circulantes, sem alterar a carga bacteriana peritoneal. Esses achados sugerem ação indireta da D-manose, possivelmente via fortalecimento da barreira intestinal e redução da translocação bacteriana. A suplementação também atenuou a resposta inflamatória local, indicando efeito preventivo mais efetivo em comparação ao tratamento agudo. Os resultados reforçam o potencial da D-manose como agente adjuvante no manejo da sepse, ao modular a resposta imune e contribuir para a integridade da mucosa intestinal.
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