A INCIDÊNCIA DE SÍFILIS CONGÊNITA EM NASCIDOS VIVOS NO TERRITÓRIO BRASILEIRO, 2013-2023
INCIDENCE OF CONGENITAL SYPHILIS IN LIVE BIRTHS IN BRAZILIAN TERRITORY, 2013-2023
DOI:
https://doi.org/10.69719/ros.v8.880Palavras-chave:
Sífilis Congênita, Transmissão Vertical, Pré-natal, Incidência, Saúde PúblicaResumo
Este estudo teve como objetivo estimar a incidência de sífilis congênita em nascidos vivos no Brasil entre 2013 e 2023. Trata-se de um estudo descritivo transversal, baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisados todos os casos notificados de sífilis congênita no período, com categorização conforme o momento do diagnóstico materno. Os resultados mostraram 251.147 casos confirmados, com média anual de 22.830. O pico de casos foi em 2021, enquanto a maior incidência ocorreu em 2022, com 103 casos por 10.000 nascidos vivos. A taxa média no período foi de 81 casos por 10.000 nascidos vivos. A análise evidenciou uma tendência de aumento na incidência, especialmente entre 2020 e 2022, período possivelmente afetado pela pandemia de COVID-19. A maioria dos diagnósticos (56,02%) ocorreu após detecção prévia no pré-natal; em 43,98% não houve identificação prévia. A redução progressiva do número de nascidos vivos, associada à manutenção ou aumento dos casos, resultou em incidência crescente. Conclui-se que a sífilis congênita permanece um desafio de saúde pública no Brasil, exigindo maior investimento em diagnóstico precoce, tratamento eficaz e melhoria da qualidade do pré-natal, além de reforço na notificação adequada dos casos.
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